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Archive for novembro, 2009

Postado em 30/11/2009 por Bia Pattoli

Ponto Zero

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No último dia da Casa de Criadores, aconteceu também o desfile dos finalistas do concurso Ponto Zero. O concurso tem como objetivo trazer à passarela o trabalho de novos estilistas. Cada criador traz 10 looks, e representa uma faculdade participante – só é válido um estilista por instituição. Nesta edição os finalistas eram:

  • Alice Sinzato e Helena Kussik, que representaram o projeto Santa Catarina Moda Contemporânea. As meninas apresentaram sua marca AME, que significa chuva em japonês ou amor em português. A coleção de 10 looks da dupla trouxe um universo inspirado nos traços da caligrafia japonesa, o shodô – representado nas estampas e bordados dos looks. As meninas ainda brincaram e abusaram de estruturas para as modelagens.
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Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

  • Ana Becker inspirou-se na artista Jen Stark para compor sua coleção. Ana era a representante do Centro Universitário Belas Artes. Ela transpôs para seus looks, os origamis e a sobreposições de papel, marca registrada de Jen. Só que utilizou cetim, neoprene sarjado e até tyvek. Vestidos longos mesclaram-se com a funcionalidade de macacões, na passarela. As sobreposições isoladas de tecido davam o tom de cor às peças.
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Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

  • Da FAAP veio Bruno Gonzaga. Sua coleção tinha como fio condutor o universo dos viajantes: dos imigrantes aos aventureiros. Para expressar o tema, Bruno optou por tecidos leves e fluidos e modelagens que aludiam ao balonismo. O estilista ainda utilizou trabalhos manuais como plissados e bordados em paetê – para atingir mulheres que buscam algo que às toquem sensivelmente.
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Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

  • Cristiane Soares apresentou sua marca “Hey! U”. A aluna do Senac voltou ao ano de 1999 e trouxe à passarela alguns ícones do ano. Como por exemplo, o trágico atentado de dois alunos norte americanos aos colegas, em Columbine. Para isso a estilista imaginou jovens que lutam por seus próprios ideais. Tiros de tinta nos bodys de segunda pele fizeram um contraponto com t-shirts, vestidos e jeans.
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Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

  • Leandro Gabionetta trouxe da Universidade Anhembi Morumbi sua coleção inspirada em Edie Sedgwick, parceira, por muitos anos, de Andy Warhol. Leandro combinou tecidos nobres (seda pura e chamois) com tecidos de alfaiataria (tricoline maquinetado e sarja acetinada). E compôs sua leitura do universo das garotas dos anos 1960 com diversão, androginia e intensidade.
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Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

  • Ana Beatriz Almeida e Claudia Leimi Yasumura, da USP, apresentaram sua marca “Sauna”. As garotas inspiraram-se nas torturas do regime militar brasileiro, e intitularam sua coleção de “Sade 68”. Elas combinaram a leveza da seda com o fetichismo do vinil. E trouxeram um mix entre babados que aludiam à fragilidade humana com amarrações vinílicas – diretamente relacionadas à tortura.
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Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

  • Cynthia Hayashi,da Santa Marcelina, foi a vencedora do concurso. Ela inspirou-se nas conseqüências engrandecedoras que a dor proporciona a todos. Para Cynthia, a dor é algo que impulsiona as pessoas a crescerem. Com um tema abstrato, a garota trouxe para a passarela looks elaborados, que recorreram à estamparia digital e às modelagens desafiadoras.  A estilista brincou com volumes, dobras e torções para chegar à coleção que levaria o prêmio máximo. Suas peças serão expostas por um ano no Mercado Mundo Mix de Portugal e Cynthia desfila na próxima Casa de Criadores, dentro do projeto LAB.
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Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

A Casa de Criadores parabeniza todos os estudantes que participaram na categoria Estilista Empreendedor com seus belíssimos trabalhos.  O concurso Ponto Zero é promovido pela Casa de Criadores, a ABIT e o Mercado Mundo Mix.



Postado em 29/11/2009 por Bia Pattoli

Gustavo Silvestre Lisboa Fecha a Casa

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

Foi Gustavo Silvestre quem fechou a semana Casa de Criadores. O estilista, assim como Phergom, buscou em Portugal sua inspiração. Porém, não se engane porque não houve repeteco: em nada se parecem as duas coleções. Mesmo por que Gustavo focou sua pesquisa na roupa de cama e mesa de Lisboa. Com isso em mente, o estilista trouxe à passarela muito chenille. Gustavo não se intimidou com o tecido singular e desenvolveu casacos, vestidos e blazers – que soaram como peças-chave de um guarda roupa de uma fashionista antenada. Mas para fazer um contraponto, investiu nos jeans, lavados de aspecto vintage. Os vestidos super curtos, vieram em silhuetas ajustadas e mais soltas. As calças por sua vez, traziam a – já clássica – modelagem boyfriend. As cores passearam entre os possíveis tons do índigo e o vibrante do vermelho e abóbora, do chenille. O cabelo solto e esvoaçante das modelos, em conjunto com os óculos escuro, reforçou a ideia de mulher de personalidade forte, que Gustavo quis passar. Uma coleção que encerrou a 26ª Casa de Criadores com chave de ouro.

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Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite



Postado em 29/11/2009 por Bia Pattoli

Weider Silveiro Homenagem a Michael

Para seu inverno 2010, Weider buscou ideias na vida de Michael Jackson, antes mesmo da morte do mesmo – um dos assuntos mais pertinentes de 2009. O estilista afirmou que a intenção não era deixar a referência subliminar, e sim escancará-la.  Assim, os símbolos, silhuetas e cores mais utilizados na construção da persona Michael Jackson, estiveram presentes na passarela: as referências ao militarismo, o brilho, as modelagens ajustadas, o tapa sexo dourado e a “realeza” do rei do pop. Tudo ganhou uma releitura ora literal, ora estilizada. Os pingentes de tapeçaria, presentes de diversas maneiras, invadiram a passarela e roubaram a cena. O vestido estruturado em renda encheu os olhos da plateia. E o último look, com a alusão direta à Thriller, emocionou à todos. Uma belíssima homenagem ao astro.

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Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite



Postado em 29/11/2009 por Bia Pattoli

Luisa Aguiar Prints I Like – Gótico e Art Noveau juntos na passarela

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

Luisa Aguiar deu um passo à frente para sua coleção de inverno 2010. Agora, a Prints I Like passa a se chamar Luisa Aguiar Prints I Like. E para celebrar essa nova fase, a estilista inspirou-se no universo gótico e soturno de filmes como “Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”, “Sweney Todd”, “Brumas de Avalon” e “Entrevista com o Vampiro”. E ainda aliou toques da Art Noveau, para dar uma quebrada na obscuridade dos filmes. Luisa demonstrou uma grande capacidade de estabelecer um fio condutor e desenvolveu uma coleção sem clichês. Os tecidos escolhidos (georgette de seda e seda estruturada) ajudaram na criação dos modelos, dando fluidez e nobreza aos vestidos curtos e longos. A silhueta feminina remetia aos vitrais, tão comuns na Art Noveau. Ainda com insinuações ao movimento artístico-decorativo, vieram as malhas em corrente, que deram um ar de contemporaneidade.O looks foram construídos em cima de uma palheta de cores ficou entre o cinza, preto, nuances de rosa, azul e roxo.

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Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite



Postado em 28/11/2009 por Bia Pattoli

Diva – Divas de todas as épocas entram na Casa

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

Andréa Ribeiro, estilista da Diva, propôs o encontro de divas de diversas áreas e épocas em sua mais nova coleção. A criadora recolheu momentos glamurosos, de mulheres como Coco Chanel, Nina Simone, Liz Taylor e até Audrey Hepburn. E desenvolveu uma coleção estonteante, para divas contemporâneas que respiram luxo. Andréa trabalhou com vestidos longos e curtos, em silhuetas variadas. Todos os looks foram elaborados em cima de tecidos nobres como zibelina, tafetá, cetim, georgete de seda, renda e tule. E Andréa brincou com a modelagem: aplicou volumes e armações inusitadas. A cartela de cores teve como predominância o preto, porém o ouro amarelo, cinza, prata e branco figuraram na passarela. Para arrematar, claro que não poderiam faltar pérolas. Andréa desenvolveu faixas-cinto cravejadas de pérolas em diversos tamanhos, um deleite para os olhos. A estilista criou looks dignos de uma noite de Oscar, para divas famosas e anônimas que queiram brilhar em uma noite de gala. O ápice da apresentação foi o vestido em cetim de seda cor de ouro, na modelo negra o modelito ganhou vida.

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Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite



Postado em 28/11/2009 por Bia Pattoli

Phergom – Portugal na passarela

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

André Phergom fez uma ode à Portugal na sua coleção de inverno 2010. Phergom buscou elementos do povo tradicional e fez uma releitura para sua moda masculina. São peças em denim e alfaiataria. Tais como macacões, bermudas, trenchs e blazers.  André ousou nos tecidos nobres, como o discreto e elegante adamascado. E também inovou na modelagem: cintura alta e drapeados – dificilmente usados no masculino. Os cardigans em lã leve deram um ar despojado e jovial. Os óculos em armação clássica com o cabelo milimetricamente penteado remetiam à dandis contemporâneos. Já os acessórios em couro, as gravatas, os broches e colares traziam a atmosfera Lusa. André trabalhou com uma cartela de cores que passeou entre o off White, cinzas, vermelho, bege, verde e vinho. O destaque ficou por conta do trench xadrez de cintura marcada – uma inovação no universo masculino.

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Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite



Postado em 28/11/2009 por Bia Pattoli

Geraldo Couto – De Olhos Bem Fechados

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

Geraldo buscou na última obra de Stanley Kubrick a inspiração para sua coleção de inverno 2010. O estilista idealizou uma mulher sensual e decidida, e para isso elaborou vestidos com tecidos e caimentos nobres. As maiores referências ao filme estrelado por Tom Cruise e Nicole Kidman, eram as capas e máscaras – sem contar a atmosfera sofisticada. Marina Dias abriu o desfile com um curto drapeado em lamé dourado. O preto e o dourado eram os fios condutores da coleção. O ouro veio em looks monocromáticos, que cresceram na passarela. Para enriquecer ainda mais, o estilista apostou em mix de apliques nos bordados. As botas eram thigh highs e vieram com sobreposição de renda. Aliás, a renda deu um ar romântico, quando utilizada como segunda pele nas mangas. As máscaras eram cravejadas de pedrarias, com apliques de guipires e plumas. Uma coleção rica para mulheres poderosas.

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Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite