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Postado em 26/11/2009 por Bia Pattoli

Ronaldo Silvestre – O perfume de Mata Hari

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

Ronaldo fez uma viagem no tempo e voltou para 1876. Desta data tirou dois ícones A cortesã e suposta espiã Mata Hari e o perfume, que leva o nome do ano, 1876. Estes foram os dois fios condutores para uma coleção extensa e rica em detalhes. Ronaldo não economizou em referências e as traduziu para os tecidos que utilizou: adamascado, índigo, veludo e até o xadrez vichy – que entrou numa versão plastificada. O estilista também não se intimidou e misturou os materiais entre si, formando looks autênticos e desafiadores; como a própria Mata Hari deve ter sido. Os casacos criados por Ronaldo eram o que mais chamavam atenção. Diversos modelos com estruturas diferentes entre si, cheios de recortes e zíperes tinham sempre uma novidade. As golas deram um show na passarela: eram praticamente arquitetônicas. Mas depois de muita influência da primeira guerra mundial o desfile deu uma virada e vem à alusão ao perfume: estampas de flores em tecidos leves e esvoaçantes. Desta vez, Mata Hari encontra um espírito mais feminino com um pé no camponês. Vestidos com volumes e transparências que nada lembravam a espiã do início da apresentação. Para os modelos masculinos reinaram as cinturas sobrepostas nas calças e as camisas em diversos tecidos.

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Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

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Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

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