Perfil da Casa: Death Valley + David Lynch + Georgia O’Keefe = a coleção de Heloisa Faria. Entenda!

“Esta é uma coleção na qual reforço meu trabalho de upcycling, que já fazia lá na época da minha outra marca, a P’tit, por volta de 2005. Vamos usar pedaços de roupas vintage misturados com tecidos atuais, além de seguir re-trabalhando tecidos que já usamos em outras coleções. Estampas antigas entram em patchwork, junto com novas estampas inspiradas na aridez e grandeza do Death Valley, e nos devaneios e delírios dessa mulher bem David Lynch. O mundo dela é tão vasto que mistura realidade e ficção, e isso acontece na coleção com o mix de estampas, tecidos e texturas”, diz Heloisa Faria sobre seu desfile que apresenta na Casa de Criadores na sexta-feira, dia 11.

Seda, lã, jeans bruto e malhas como piquet e moletom são os principais tecidos usados. O crepe estampado aparece plissado e misturado com tecidos vintage, e o shape é alongado e oversize. “O trabalho e a vida da artista Georgia O’Keefe permeiam toda a coleção. Os clogs bicolores são fruto da nossa segunda parceria com o site Passarela.com, e as babouches vêm com a estampa de grafite Walk with Me. As lunchbags também vêm com a estampa de grafite. As joias foram desenvolvidas com o Estúdio Iracema e surgem no momento onírico dessa viagem, onde há pérolas no deserto”, continua Heloísa, que se formou na Faculdade Santa Marcelina e na sequência formou o coletivo P’tit. “Há pouco mais de 5 anos venho desenvolvendo minha própria marca, que visa oferecer uma peça atemporal, bem construída e acabada e cheia de informação de moda. As minhas referências vêm da história da moda, arte e cinema. As coleções nascem dos meus desenhos e estudos na moulage. Pela segunda vez estamos fazendo uma collab com a Passarela, e vendemos no Rio, Paraná e em lojas conceito em São Paulo. Exportamos para o Japão também. Fui escolhida para desenvolver os uniformes do pavilhão brasileiro para a EXPO Milão 2015, e faço figurinos de teatro e shows”, explica.

Heloísa também falou sobre a importância da Casa de Criadores para a moda nacional. “Além de ser uma válvula de escape criativo, onde a gente pode ir mais fundo na criação do universo da coleção, a exposição é incrível e a estrutura do evento permite que a gente realize tudo isso de maneira sustentável.”

Compartilhe: