Renato Lopes, que trocou os fervos dos trópicos pelo velho continente, indica sons da Dinamarca!

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Falar de música eletrônica no Brasil é colocar no toca discos o DJ Renato Lopes. Dos tempos do Nation e do Massivo nos anos 90, passando pela fase Hell’s e Lov.e, atravessando os anos 2000 – era D-Edge e cia – e entrando nesta década de Jerome e outros tantos clubinhos fervidos, sempre houve e sempre haverá Renato Lopes. Mas desde que se mudou para a Dinamarca, Renato Lopes deu uma sumida das festas brasileiras, mas nunca esteve tão ativo em sua profissão que é levar o melhor da house e suas variações para as massas de modernos. Então, Renato, quem são os DJs que você indica de seu novo país e o que eles têm de tão especial? O que ele respondeu? Que prefere dar a palavra para grandes DJs e produtores de lá, com suas próprias dicas. Bem Renato, não? “E dois deles indicaram uma música e fazem um pequeno comentário. Os outros passaram produções próprias”, diz. Confira!

Fergus Murphy

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“Vivendo em Copenhague desde 2002, Fergus Murphy tem contribuído constantemente para a cena de música local através de discotecagens, eventos e festivais, além de registrar a cena local para a Bitchslapmagazine. No momento ele também trabalha com o coletivo e selo musical de Londres GASS e é residente e promove a Lightsdownlow – uma festa regular no Bar Jolene, um dos melhores espaços na noite de Copenhague. Fergus indica Mannequin, uma banda dinamarquesa que ele considera uma das melhores, mas que ainda é uma das mais ignoradas do mundo também. ‘Eles têm uma abordagem muito determinada e singular – seu som se desenvolve lentamente ao longo de muitos anos, refinado e reinventado cada vez que um novo álbum foi lançado. O disco de que escolhi esta faixa é uma joia do começo ao fim, marca um ponto alto e atemporal para os Saints Go Machine’. Não deixe de conferir.”

Rasmus Schack

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“Rasmus Schack é um DJ, curador e produtor de cultura dinamarquês. Este ano ele inicia um programa de rádio semanal chamado Varme Rytmer (Ritmos Quentes) no Heartbeats Radio, em Copenhague. O programa vai integrar o projeto de vinil brasileiro dele, Epic Vinyls from Brasil -, trazendo uma hora de música antiga e uma de música nova. Além de tocar e fazer coordenação musical de festivais, boates e restaurantes bacanas na cidade, é responsável por vários projetos de intercâmbio de música e dança entre Dinamarca e outros países. Há muito tempo Rasmus toca um estilo chamado tropical bass e agora também se interessa por tropical house. Ele indica Xaxoeira – Xique Xique, do DJ e produtor francês Dunwich. ‘House de batida lenta e forte que mistura o som alemão com o brasileiro'”.

Henrik Phase 5

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“DJ Phase 5 é um produtor e DJ pioneiro de Copenhague, com 25 anos de presença marcante e incomparável na cena musical dinamarquesa. Alcançou reconhecimento produzindo para o cantor americano de R&B Bryan McKnight e remixando para o grupo de hip-hop A Tribe Called Quest. Ele também trabalhou com inúmeros artistas como Lucy Love, Trentemøller, a dupla inglesa de UK Garage – Artful Dodger e a superstar dinamarquesa Natasja. Em 2011-2012, durante a ascensão do movimento Moombahton (uma fusão de house com reggaeton), Phase tornou-se o embaixador dinamarquês do som com o seu projeto Fase De Cinco. Recentemente ele começou a trabalhar  com os DJs dinamarqueses Copia Doble Systema, Copyflex, Dix One e Julius Sylvest, do coletivo Yo Fok.”

Cockwhore & Macho

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“Cockwhore & Macho é uma dupla que toca disco e house fervida old school. Se apresenta em festas e clubes como Culture Box em Copenhage, o festival Yo Sissy em Berlim, o clube Fire em Oslo e o festival Bushwig, em Nova York. Cockwhore & Macho dividiu os toca discos com nomes consagrados como Tiga, Hard Ton, DJ trans Honey Dijon, Lady Bunny, Mark Moore, Steffi e Justin Strauss. Eles fazem a noite WERK IT no bar Bakken, no Kødbyen.”

Toke Ekelund

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“Toke completa 10 anos como produtor e DJ na cena de Copenhague. Participa de projetos independentes para lançar música, entre eles Ryan Dank, o seu codinome para um som feito a partir de samples de funk, disco e deep house. Além de ter sido DJ residente nos clubs mais bacanas de Copenhague, como o que foi o lendário Dunkel, Toke também organiza Lovestomp, um coletivo de festas de house e se apresenta regularmente na Alemanha e Suécia.”

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