Marcelo Sommer relembra seus tempos de Semana de Moda e olha pro futuro com sabedoria

Marcelo Sommer das coleções divertidas, das modelagens vintage, das camisetas com estampas que a gente guarda como recordação até hoje, dos desfiles cheios de amigos na passarela e nas primeiras filas, dos símbolos de sorte e daqueles ligados a parques de diversões, países distantes, mundos surreais. Enfim, o talentoso e único Marcelo Sommer, que desfilou na primeira edição da Semana de Moda, antiga Casa de Criadores. Pedimos pra ele contar sobre essa passagem pelo evento e sobre o futuro, tudo em torno dos 20 anos da Casa. Abaixo, um condensado disso tudo!

“Participei da primeira Semana de Moda, era assim que se chamava a primeira edição da Casa de Criadores. Foi na sede do Parque da Água Branca, eu e Anelise de Salles. A moda era bem autoral e existia um desejo do novo, do ‘diferente’, era tudo mais artesanal, colorido. Era o movimento do individual!  Acho que hoje estamos vivendo um momento mais padrão, unificado, não cabe muito mais a ‘causação’. Ou o Fast fashion ou as marcas de luxo. A paleta de cores hoje é mais clássica, os shapes mais contidos. Acredito que a falta de grana afete bastante nessa hora da compra. Hoje a roupa virou quase um commoditie, as pessoas compram quando precisam. Talvez essa audiência toda por red carpet, blogs, os looks… faz falta ver imagem de gente montada, só vemos isso em ocasiões especiais. Sobre a Casa de Criadores, acredito na força, garra e o sonho do André Hidalgo! O mérito e dignidade de incentivar os mais novos talentos da moda. E, por fim, sobre minha marca, ela segue pequena. Vendo em apenas 3 lojas minhas camisetas e acessórios. Tenho dado atenção especial às consultorias e licenciamento, porque são maneiras também de me expressar e colocar produtos que eu acredito no mercado. Trabalho como consultor criativo da Chilli Beans, tenho uma linha assinada na TokStok, estou fazendo direção de arte e estilo para a próxima campanha da marca infantil Green.”

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