Neriage, ACRVO, Rocio Canvas e Senplo no Projeto Lab. Cola nas críticas e imagens! – #fort

Neriage por Rafaella Caniello, ACRVO, Rocio Canvas e Senplo abriram o terceiro dia de desfiles da Casa de Criadores, nessa quarta-feira (10). Abaixo, as críticas e galerias dos desfiles. Enjoy!

texto: Luigi Torre
fotos de backstage: Cassia Tabatini / FORT Magazine
fotos passarela: Marcelo Soubhia/FOTOSITE

SENPLO

Bastidores do desfile da Senplo || Créditos: Cassia Tabatini

Bastidores do desfile da Senplo || Créditos: Cassia Tabatini

Do designer gráfico e de produto Rafael Schneider, a Senplo é uma marca que se propõe a criar uma produto atemporal que fale sobre cidades e natureza. O resultado de tal dicotomia é uma coleção de cores neutras, com peças afastadas do corpo, cortadas em tecidos naturais num mix de alfaiataria com sportswear.

ROCIO CANVAS

 Bastidores do desfile de Rocio Canvas || Créditos: Cassia Tabatini

Bastidores do desfile de Rocio Canvas || Créditos: Cassia Tabatini

Outro estreante no Projeto Lab, Diego Malicheski leva adiante o trabalho com forma e estruturas que marcaram as primeiras coleções da Rocio Canvas. Aos vestidos de neoprene de shapes bem definidos e bastante femininos ele inclui agora uma série de looks de seda e organza, mais fluidos, leves e transparentes – detalhe que suaviza e sensualiza o desenho de suas peças. Interessante notar também o jogo de contraponto com que o estilista trabalha aqui: dando romantismo aos materiais de aspecto industrial e algum modernismo urbano e esporte aos mais finos e delicados. Début afiado e com bom potencial de crescimento.

ACRVO

Bastidores do desfile da ACRVO || Créditos: Cassia Tabatini

Bastidores do desfile da ACRVO || Créditos: Cassia Tabatini

O verão 2018 da Acrvo, de Hugo Ito e Lucas Romano, nasceu de uma parceria com o filme “Como Se Tornar O Pior Aluno Da Escola”, baseado no livro de mesmo nome de Danilo Gentilli. Do roteiro sobre um garoto nerd, vítima de bullying, que dá a volta por cima ao se rebelar contra seus professores e bulliers, então vem o mote da coleção: um mix de peças tipo uniforme colegial, com peças esportivas e estampas com motivos adolescentes escolares e anotações facilmente encontradas em diárias, fichários e também em portas de banheiro. Mas o que realmente se destaca é o tom de empoderamento e não conformismo. Contido principalmente nos prints, são palavras e expressões como fora do padrão, aceita, homofobia e o símbolo anarquista à la teenage riot politizado.

NERIAGE

Bastidores do desfile da || Créditos: Cassia Tabatini

Bastidores do desfile da Neriage|| Créditos: Cassia Tabatini

A boa estreia da Neriage no Projeto Lab serve para mostrar como conceito bem amarrado com produto é uma das possíveis fórmulas de sucesso. O ponto de partida é a matéria – ou como prefere Rafaella Caniello, estilista recém-formada e dona da marca, “o estudo da matéria e como ela se transforma sem perder suas características particulares ou sua história”. Assim, tudo começa no tecido. No caso, sedas, algodões, malhas e até lona de caminhão. A partir daí, Rafaella incorpora bordados, pregas, amarrações, tramas e plissados em peças de formas híbridas (volumosas e contidas, estruturadas e soltas, lisas ou texturizadas, tudo ao mesmo tempo). A imagem é poderosa, ainda mais com o styling em camadas e sobreposições mil – justamente para ressaltar o caráter mutável dos materiais e das próprias roupas. Tudo com uma razão de ser, tudo conectado e com explicações tão filosóficas (como as cordas, em referência à crença japonesa de que tudo é ligado por elas) quando técnicas. E o melhor de tudo? É que boa parte da coleção estará à venda sob encomenda no site UDesign. Afinal, moda não existe se a roupa não sai da passarela.

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