Tudo sobre a nova estratégia da Replay para conquistar o Brasil

A Replay, marca italiana que tem 36 anos de história na moda e está presente em 53 países por meio de 440 lojas, voltou neste ano, em meio a crise econômica, a investir no Brasil. A primeira vez que a marca esteve aqui foi entre os anos 2003 e 2007. Passados 4 anos, foi preciso ir embora do país pois a conta não fechava – algo comum com marcas de fora que vêm pra cá sem ter uma operação específica para o país, famoso por suas altas taxas tributárias.

Sob a representação de Alexandre Brett, executivo com longo histórico na moda – sua família fundou a Vila Romana -, em abril deste ano a marca abriu loja de 440 metros quadrados na Rua Oscar Freire, marcando seu retorno triunfal no país.

Se na primeira vinda da Replay a operação era toda feita por italianos, desta vez o quadro é outro. Toda a sua base no país é dividida com a Canal Concept, de Luiz Vaiano, e 100% da primeira coleção da marca à venda aqui foi produzida in loco. Estratégia ideal para, além de conseguir preços mais competitivos, movimentar a cadeia produtiva de moda do país. Já a parte criativa vem toda da Itália. Os preço das calças jeans, por exemplo, carro-chefe da marca, vão de R$ 299 a R$ 599.

Fachada da loja Replay da Oscar Freire

 

E a estratégia da marca é bem agressiva. Em breve abrem as portas de uma loja no JK Iguatemi e, nos próximos 5 anos, pretendem somar 30 lojas no país e, até o fim deste ano, 400 pontos de venda. E tem mais: o Brasil é só o primeiro campo de expansão da marca na América do Sul previsto para este ano.
Argentina, Paraguai, Uruguai e Colômbia também estão na lista, mas com expansões menores, com aberturas no Chile e México em 2018.

Na Europa a marca também planeja a abertura de novas lojas em 2018. A Alemanha é seu maior mercado, representando 27% dos negócios da Replay.
Neste ano, com a expansão da América do Sul, a marca espera crescer 10%. Olho nela!

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