Crise, aumento das vendas online e a baixa no turismo na França podem ter dado fim à Colette

Uau! A notícia mais bombástica desta quarta-feira é o anúncio feito pela Colette, loja-conceito que se tornou parada obrigatória de Paris, de que fechará as suas portas em dezembro deste ano após 20 anos de história. A notícia veio à tona pelas redes sociais da marca, em texto que atribui a decisão ao desejo de se aposentar de sua fundadora, Colette Roussaux. “Todas as coisas boas têm um fim”, diz o release. “Depois de 20 maravilhosos anos, a Colette deve fechar suas portas no dia 20 de dezembro.” Ao lado de Colette Roussaux, está por traz da operação da loja-conceito, famosa por nunca ter tido um plano de marketing, sua filha Sarah Andelman.

Colette Roussaux, fundadora da Colette, e sua filha Sarah Andelman

Instalada em um espaço de 8 mil metros quadrados divididos por 3 andares, a loja fica na Rue St.-Honoré, e ganhou fama por abrigar uma das melhores curadorias de moda e lifestyle do mundo, além de ser uma máquina de lançar novos nomes da moda. Com frequência, abriga coleções-cápsulas feitas só para ela que viram desejo imediato. O que acontece ali é de relevância internacional inquestionável.

Em 2016, as vendas da loja bateram a marca de 28 milhões de euros (R$ 104 milhões), sendo 25% deste total vindos de compras onlines, e o restante sua única loja física || Créditos: Divulgação

Na tentativa de entender o motivo de por fim em um império construído ao longo dos anos, vale uma análise nas demais lojas-conceitos famosas do mundo como Corso Como, que sobrevive com louvor às mudanças do mercado graças à abertura de novas lojas pelo globo, e a britânica Matches Fashion, que segue apostando todas as suas fichas no universo online. Colette deixa Paris em um momento de crise para a cidade, que vê aumento de seus aluguéis de varejo e baixa de sua frequência de turistas causada pelos ataques terroristas dos últimos dois anos.

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