Isaac Silva: “Vou homenagear Xica Manicongo, a primeira travesti não-índia do Brasil”

Isaac Silva, por hora…
“Neste momento estou finalizando a coleção que vai ser apresentada na Casa de Criadores e estou no processo da obra da minha primeira loja física em São Paulo, no bairro de Santa Cecilia, na Rua Jaguaribe, 384, e estou muito feliz”, diz o estilista, que mandou (acima) um croqui da nova coleção!

Devida homenagem
“Estarei sim, SUPER, na Casa de Criadores! Vou falar sobre Xica Manicongo. Xica foi a primeira travesti não-índia do Brasil, escravizada de um sapateiro de Salvador em 1591, símbolo de luta e resistência de uma época em que negar o sexo era tido como heresia e digno de punição.”

Representatividade? Eu nasci assim!
“Isso está comigo desde que nasci. Gay, negro, baiano, para mim são qualidades poderosas e maravilhosas. Minha representatividade é o que eu sou, a minha resistência é ocupar algo que às vezes é me negado constantemente! Essa luta sempre existiu. Imagina: desde Xica Manicongo em 1591!!! Desde a luta de Elza Soares, Marielle… Madame Satã, Neon Cunha e tantas outras pessoas!!!”

O antes, o durante e o depois
“Eu sempre gostei de moda, então estava lendo, desenhando, estudando, e logo trabalhando, conhecendo pessoas, sorrindo, chorando… Gritando, vivendo, o começo foi na Bahia e logo vim para São Paulo onde comecei a idealizar tudo que estou plantando agora.”

O melhor é melhorar o pior
“O MELHOR DA MODA É FAZER  MODA NO BRASIL, O PIOR … estou num sistema que estamos mudando este pior!!!”

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Isaac e sua moda contagiante / Foto: Reprodução Instagram

 

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