É tempo de festivais de cinema e tem filme francês, sobre meio ambiente, feito por mulheres e mais…

Junho está a maior friaca e duas ou mais horas no cinema podem dar mais barato que qualquer festa, show, desfile, balada etc. O mês está quente de festivais e a gente dá o caminho do ouro neste texto. Segue lendo que o barato é louco.

IN-EDIT BRASIL 2018
Até 13 de junho está no ar o In-Edit Brasil que acontece na sala do CineSesc com 27 filmes. O festival de documentários musicais chega à sua 10ª edição abordando diferentes músicos. Tem Maria Bethânia com longa de Georges Gachot, que conheceu a baiana quando veio ao Brasil para registrar a turnê Brasileirinho, em 2003 (aqui, histórias de bastidores). Chavela Vargas, cantora mexicana, também tem um filme sobre sua vida. Ela é um mito da canção latino americana e lenda do feminismo. Esquecida, voltou aos palcos e foi relançada por Pedro Almodóvar. João Gilberto também é tema de doc buscando mostrar onde anda nosso gênio da bossa nova. Martinho da Vila também está na tela, assim como um documentário sobre um festival organizado por Nelson Motta em 1976 em Saquarema, de Helio Pitanga. Adoniran Barbosa, que conquistou o Brasil com seu samba melancólico, ganha de amigos, parentes, companheiros de trabalho e de copo depoimentos raros. Saiba mais do festival aqui!

Cinema francês
Já contamos aqui sobre o Festival Varilux de Cinema Francês. A maratona será de 7 a 20 de junho, com cerca de 60 cidades brasileiras recebendo os longas. No ano passado, o Varilux conquistou o ranking de maior festival francês do mundo, levando 180 mil pessoas aos cinemas e apontando um crescimento de 15% em relação ao ano anterior. Neste ano são 20 filmes. A delegação artística estará presente em Salvador, SP e Rio de Janeiro entre os dias 4 e 9 de Junho. Além da exibição dos filmes rolam atividades paralelas como debates com os integrantes da delegação (atores e cineastas), ações e sessões educativas e laboratório franco-brasileiro de roteiros. Abaixo, os trailers dos principais filmes.

Cena do filme Diane a les Épaules (O Poder de Diane)

Cinema da Coreia do Sul
A indústria cinematográfica da Coreia do Sul cresce como poucas, com mega produções locais vencendo grandes blockbusters americanos de peso. Em parceria com o Consulado Geral da Coreia do Sul, o Centro Cultural São Paulo exibe entre 19 e 22 de junho um panorama dos grandes blockbusters que ocuparam as telas do país nestes últimos anos. Entre os filmes, “Na companhia dos deuses, Dois mundos”, produzido com o intuito de se transformar em uma grande franquia de filmes, e “O motorista de táxi”, sucesso das bilheterias coreanas e escolhido para representar a Coreia no Oscar em 2017. É de graça e a bilheteria será aberta uma hora antes da primeira sessão do dia (consulte a programação completa das duas salas de cinema do CCSP no site Circuito Spcine). São muitos filmes, clique aqui.

 

Cinema ambiental
Até 13 de junho acontece o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado a temas socioambientais, a 7ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. São 28 títulos e os prêmios serão de R$ 15 mil para o melhor longa e de R$ 5 mil reais para o melhor curta-metragem (filmes de até 60 minutos). Haverá ainda a entrega de um troféu para o melhor filme designado pelo público. Produções de oito países da América Latina participam, incluindo o Brasil. A Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental acontece em torno da Semana Nacional do Meio Ambiente e o Dia Mundial do Meio Ambiente (dia 5 de junho) e acontece em diversas salas da cidade de São Paulo, com entrada franca. Saiba mais aqui.

Foto Reproduçao do site da 7ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental

Cinema e psicanálise
Até 27 de junho, com entrada franca e às quartas-feiras, o Ciclo de Cinema e Psicanálise 2018 exibe filmes e promove debates que fazem refletir sobre o mal-estar na civilização e amor. É realizado pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC) e Cinemateca Brasileira. Além de filmes, mesas de debates idealizados por Luciana Saddi e com participação de Raquel Plut Ajzenberg, Ondina Clais, Ignacio Gerber, Fernanda Mena, Rodrigo Lage Leite, Lucas Neves, Edoarda Paron e Ana Estela Sousa Pinto. Cinema e Psicanálise juntos. São quatro longas: “O filme da minha vida (2017)”, de Selton Mello, “Ela” (2014), de Spike Jonze, “Me chame pelo seu nome” (2017), de Luca Guadagnino, e “45 anos” (2015), de Andrew Haigh. O formulário de inscrição se encontra aqui. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria 30 minutos antes de cada sessão.

Cinema de mulheres
Olha só, minas: o Festival Internacional de Mulheres no Cinema apresenta o protagonismo feminino no cinema até 11 de julho em São Paulo. Rolam mostras competitivas de longas nacionais e internacionais dirigidos por mulheres, destacando a busca pela equidade de gênero. Em “Lute como uma Mulher”, diretoras abordam questões como violência nas periferias e assédio sexual. “O Fogo que não se Apaga” homenageia mulheres que dedicaram suas vidas ao cinema e seguem produzindo. O festival é uma primeira experiência neste sentido. Então, apoie! Acontece no CineSesc e Espaço Itaú Augusta, com patrocínio da Avon e apoio do Sesc e grupo Mulheres do Audiovisual Brasil. A curadoria é de Beth Sá Freire, Juliana Vicente e Andrea Cals. São três módulos: mostras competitivas de longas-metragens dirigidos exclusivamente por mulheres, programas especiais que celebram a presença feminina por trás das câmeras e nas telas e também ações de formação. Informações aqui ou no Facebook.

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