Isaac Silva revive com sua moda a história da primeira travesti não-índia no Brasil: Xica Manicongo!

“Minha coleção é sobre Xica Manicongo. Ela foi a primeira travesti não-índia do Brasil, escravizada de um sapateiro de Salvador em 1591, símbolo de luta e resistência de uma época em que negar o sexo era tido como heresia e digno de punição”, contou em entrevista pra gente sobre a 43ª edição da Casa de Criadores. “Sempre em minhas coleções busco a verdade da nossa história. Exaltado a importância das mulheres e sua força e beleza, assim que são as roupas que faço tem Axé. Conhecimentos que foram negados a muitos anos e nestas buscas encontrei Xica Manicongo, apresentada a mim por Neon Cunha: artista plástica, publicitária, ativista e uma grande colaboradora da marca. Trata-se de mais uma grande homenagem a uma grande mulher”, contia o estilista.

Renata Bastos para Issac Silva / Foto: Marcelo Soubhia / FotoSite

“Xica foi denunciada à inquisição por recusar-se a usar roupas masculinas e a atender por seu nome de batismo: Manicongo. Ela jogava pedra em quem lhe chamasse pelo nome de batismo. A história dela é mais um exemplo da presença de travestis e transexuais em toda a história do Brasil e é, sem dúvida, a mais legítima representação de afirmação político-social na luta pelo reconhecimento da identidade além do biológico” – frase da presidente da ASTRA-Rio, Majorie Marchi, a qual o estilista tirou de uma pesquisa do antropólogo Luiz Mott, pesquisador que descobriu a figura histórica de Francisco Manicongo! Abaixo, os melhores momentos da coleção!

Compartilhe: