Mario Queiroz, à frente do Homem Brasileiro, fala sobre a 4ª edição do evento voltado ao público masculino

“Em 2014 estava encerrando o ciclo de confecção e loja, então pensei em fazer uma exposição dos 20 anos da marca Mario Queiroz. Conversando com Zé Augusto, também dono da marca, Helena Augusta e Vicente Negrão, concordamos que deveria dar início a outro trabalho onde reunisse a experiência com os públicos masculinos, meus estudos (Mestrado e Doutorado em Comunicação) e nossa rede de contatos. Foi aí que nasceu um evento que trouxesse para o mercado as questões ligadas aos homens, que levasse aos players de empresas e pesquisadores a discutirem como devemos por fim ao Machismo e ampliar o design e os produtos para os diferentes tipos de homens. Então em 2015 realizamos a primeira edição do Homem Brasileiro, que levou palestrantes e público para a Unibes Cultural, em São Paulo”, conta Mario Queiroz, a frente do projeto que discute o papel do homem na sociedade atual, lidando com as mudanças do mercado e dos comportamentos humanos. Abaixo, o que ficou de mais marcante nesta edição.

Quatro vezes homem!
“Essa foi a quarta edição: incrível! Reunimos em 3 dias – 12 horas – 37 grandes cabeças de diferentes áreas e cerca de 500 pessoas na platéia. No teatro da Unibes Cultural um cenário reproduzia uma grande sala de estar e em 13 diálogos dinâmicos foram levantadas as mais variadas questões ligadas as masculinidades. Certamente essa foi a edição mais rica de conteúdo e de provocações!”

Os caras
“De Portugal, tivemos Nelson Pinheiro Gomes da Universidade de Lisboa, que estuda macrotendências. Da fundação Promundo, que trabalha com a Paternidade como transformação de homens na marginalidade, recebemos o CEO Gary Barker, que vive no Brasil e nos Estados Unidos. Renato Meirelles da Locomotiva apresentou impressionantes resultados de pesquisas de mercado. Além de grandes pesquisadores como Fabio Mariano Borges, que dividiu a curadoria de conteúdo comigo, empresários como Caito Maia – da marca Chilli Beans, que patrocinou o evento -, publicitários, designers e jornalistas. Os temas passaram por Família, Beleza, Donos de Casa, Feminismo, LGBT, Estilo, Moda e Mídias.”

O novo homem brasileiro
“Muitas das falas bateram sobre a afirmativa de que ‘Homem não chora’. A questão do afeto é muito importante e se falou muito que as antigas exigências sobre os homens fazem pensar que nós não temos direito de mostrar nossos sentimentos e que não foi dada às masculinidades o direito de Afeto. Todos os participantes mostraram em pesquisas qualitativas e quantitativas que desde o início – na família, na escola – a formação dos garotos levam a uma construção infeliz de um homem que acabou por se limitar e assumir papeis que nem desejavam. Mesmo com o crescimento da extrema direita e conservadorismo no mundo, há uma força por igualdade de direitos e isso não só cobra um homem que dá espaço para as mulheres mas também para si mesmo.”

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Marcelo Sommer, um dos convidados do Homem Brasileiro / Divulgação

Mais sobre o projeto

Família, comportamento, tendências e o mercado foram alguns dos assuntos debatidos no evento que levou centenas de pessoas para o Teatro da Unibes Cultural. Gary Barker, Marcelo Sommer, Caíto Maia, Andrea Bisker, Ike Levy, Cacá Maluf, Guto Requena, Marcelo Alvarenga, Michel Safatle, Guilherme Amorozo, Pedro Diniz, André do Val, Maria Rita Alonso, Mônica Barbosa, Helena Augusta, Paula Martins, Anna Castanha, Iza Dezon, Sergio Mattos e Cesar Fassina, entre outros, participaram do evento. Os diálogos abordaram a comunicação, o design, e os mercados. O talk “Dono de Casa” reuniu arquitetos e críticos em torno das novas formas de morar e seu design de interiores voltados aos homens. No diálogo “Beleza do Homem”, a perfumaria e a barbearia foram tratadas como expressões que traduziram a importância da vaidade e dos cuidados com o corpo.

A voz feminina esteve presente em vários diálogos, e ganhou uma mesa direcionada e específica: “Quais homens para uma sociedade de mulheres empoderadas?”, que levantou a necessidade da transformação dos homens para uma sociedade igualitária.

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