Casa de Criadores ganha reportagem especial na Vogue Itália elogiando a força da moda jovem brasileira

A Casa de Criadores ganhou uma reportagem especial da Vogue Itália pelas mãos da jornalista e stylist Pia Rey, publicada nesta semana e que trata da 43ª edição do evento, que aconteceu entre os dias 23 e 27 de julho no MAC (Museu de Arte Contemporânea de São Paulo) da USP, em São Paulo.

“Em São Paulo, a capital da moda da América do Sul, a última edição da Casa de Criadores busca promover estilistas brasileiros emergentes. De fato, há mais de 20 anos, André Hidalgo, criador e diretor do evento, seleciona e apoia os novos talentos de seu país, dando-lhes um espaço e uma plataforma online para mostrar suas criações”, diz Pia, citando também o MAC  como uma “joia arquitetônica projetada por Oscar Niemeyer no Parque do Ibirapuera, e um marco para o Brasil tanto de criatividade quanto de design”.

Sobre os estilistas, a matéria cita Weider Silveiro, que pensou na comunidade LGBT vivendo nas ruas, cujos membros são discriminados pela sociedade. “Ele criou uma coleção perguntando ‘o que vestir?’ e o resultado é uma mistura de formas, estampas, cores e materiais com pegada utilitária, mas elegante. São roupas variadas, bem como multifacetadas, como o mundo que inspirou o estilista”.

No texto, o mesmo orgulho LGBT aparece como inspiração para Rafael Caetano, “que apresentou franjas de glitter que dominavam peças esportivas com uma abordagem nova e divertida”, diz a profissional.

“Até mesmo a coleção de Heloisa Faria seguiu essa ideia, mas de um ponto de vista diferente: mostrando mulheres e sua luta pela igualdade e o nascimento da irmandade, união e aliança que é baseada na empatia e na amizade”. Com tecidos upcycled típicos de moda masculina em contraste com materiais leves e fluidos, como tule e cetim, Heloisa ganhou mais elogios pelo seu trabalho.

Já a etiqueta vegana e ecologicamente correta de Renata Buzzo surge na reportagem com elogios aos vestidos de boneca retrô com enfeites artesanais de cordão de crochê.

“A juventude foi outro tema que inspirou os estilistas locais, como no desfile Brecho Replay, que representou o desejo da equipe de design por um trabalho que dá espaço à criatividade”, cita a reportagem.

Igor Dadona é lembrado por ter coleções passadas mais focadas em temas, digamos assim, mais “obscuros”, mas que encontrou a felicidade com sua coleção na qual “a dor nunca é permanente”. “Jovem e divertida, é inspirada nos skatistas dos anos 90, com uma mistura de listras, quadrados e blocos coloridos com desenhos arrojados”.

A marca Martins.Tom, segundo a Vogue Itália, foi democrática ao criar uma coleção com pijamas com ar anos 90, além do grunge e “total genderless”.

“Diego Favaro explorou a década de 2000 em coleção energética, jogando com visual esportivo e urbano em grande estilo ‘Matrix'”.

Sobre as coleções mais minimalistas e conceituais, a reportagem cita a Saint Studio, “estúdio de design multidisciplinar de slow-fashion que fez sua estréia na Casa de Criadores com roupas inspiradas em uma ideia muito simples: a dobradura”.

Caroline Funke é referência na Vogue Itália pela reflexão sobre o futuro a partir das lembranças desencadeadas pelas pinturas de Salvador Dali, com peças clássicas e atemporais.

As peças desconstruídas de Igor Crivellaro para a Också também são destaque, com seus revestimentos em preto.

“Como parte do Projeto Lab, dedicado aos novos talentos, duas marcas com diferentes abordagens estéticas apresentaram suas coleções: o minimalismo da D’Aura e as roupas artesanais, coloridas e desconstruídas da Cajá”.

E para finalizar: “O que originalmente foi um evento de moda underground, hoje se confirma como um espaço no qual os estilistas podem fazer ouvir suas vozes, enviar uma mensagem importante e apresentar suas criações. O clima da cidade e do país é refletido em cada coleção que passa na passarela. Cada uma diferente e única, assim como os estilistas selecionados”. Confira a matéria na íntegra aqui!

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