Lui Iarocheski, que desfilou em semanas de moda da Europa, indica 5 marcas do tipo “pra cultuar já!”

O primeiro desfile de Lui Iarocheski foi em abril de 2015, quando ele desfilou no RG Designer Award em Viena, na Áustria, e dentro dos nove finalistas das mais importantes universidade de moda do mundo, o brasileiro fui o único representante das Américas. “Ganhei o prêmio pelo voto popular para o Brasil. O networking que desenvolvi nesta experiência viria a me abrir as portas para a participação nos próximos desfiles internacionais”, conta o estilista. “Ainda em setembro de 2015 fui convidado para participar pela primeira vez no Vancouver Fashion Week como estilista patrocinado. Lá tive meu primeiro contato com uma semana de moda de grande porte, tive o feedback importante de compradores e forte exposição na mídia nacional e internacional. Neste primeiro contato, desenvolvi a experiência em ser o embaixador da minha própria marca”, lembra Lui, que uma ano depois, em setembro de 2016, retornou para as passarelas do Vancouver Fashion Week para apresentar uma nova coleção. “Retornei ao evento muito mais preparado: o desfile aconteceu sem stress algum, tive espaço comercial privilegiado no showroom do evento, fui convidado pelo cônsul brasileiro no Canadá para conhecer o consulado e fortaleci ainda mais meu relacionamento com a cidade”.

O último desfile em terras gringas foi em outubro do ano passado no MQ Vienna Fashion Week, na Áustria. “Essa experiência foi a mais interessante, pois o convite para o desfile fazia parte da minha residência artística no MuseumsQuartier. Na ocasião, morei por um mês nas dependências de um dos principais museus da Áustria, onde tive o contato com artistas de outras áreas e com toda a atmosfera cultural da cidade. A relação com os outros designers participantes do evento também foi mais forte desta vez e tive a oportunidade de conhecer o processo criativo e o ateliê deles”, lembra.

Através dessas participações em semanas de moda internacionais, segundo ele, “aprendi a ampliar meu senso estético para um mercado mais cosmopolita, definir o tom de voz comercial da minha marca e clarificar a visão de onde quero chegar como negócio. Contudo, o que trago como mais importante é o relacionamento que criei com as pessoas que encontrei pelo caminho: da imprensa renomada até ao staff dos eventos.”

Sobre a principal diferença do mercado de moda internacional em relação ao brasileiro, Lui diz: “Vejo o mercado de moda internacional mais alimentado de referências e facilmente aberto ao novo. Os consumidores estão dispostos a entender a ‘visceralidade’ das roupas/criações e você consegue encontrar sua tribo com mais facilidade. Seu trabalho é levado a sério e isso cria um ecossistema que fomenta a criatividade do criador. O Brasil está se encaminhando para isso, mas aqui a moda ainda é deglutida, pasteurizada; somos um grande parque industrial que produz ‘fashion commodities’ e trabalhar contra essa corrente requer coragem e motivação. Os que tentam fazer diferente e levar o discurso da roupa para além da estética ganham um selo de ‘novo designer/estilista’, enquanto lá fora esbarramos com vanguardistas e experimentais. Sinto que aqui isso ganha uma conotação de inocência ou até mesmo amadorismo. Era pra ser diferente”.

O estilista Lui Iarocheski / Reprodução Instagram

E para completar, 5 marcas que a gente precisa conhecer, gamar e seguir já!!!

1 – Ann Sofie Back – essa estilista eu conheci durante meus estudos na Suécia e me encantei por suas experimentações para moda feminina. As peças da sua marca são extremamente complexas em conceito e técnica, mas traduzidas de forma aparentemente simples. Instagram!

2 – Obscur – outra marca que conheci durante minha estadia na Suécia – é um exemplo perfeito de moda avant-garde. Possuem um DNA all black forte e tom de voz misterioso. As peças da marca possuem um grau de artesania que não encontrei nem mesmo em renomadas marcas de luxo. Instagram.

3 – KAYIKO – conheci a marca da Karin em Viena e tive o privilégio de formar uma amizade com ela – ela me ajudou bastante durante minha participação no MQVFW. Seu ateliê é charmosíssimo e sua marca mistura o classicismo vienense, através de tecidos luxuosos, com uma atitude rebelde, do genderless e do ageless. Instagram.

4 – Barbara i Gongini – o processo criativo dessa designer das Ilhas Faroe é visceral e poético. A conexão com suas peças é realmente emocional e difícil de descrever, ainda sem considerar todo seu propósito sustentável, vanguardista e artesanal. Instagram.

5 – Viviano Sue – esse jovem estilista japoneses desfilou comigo durante minha primeira participação no Vancouver Fashion Week. Além da sua simpatia, a complexidade e qualidade das suas criações me chamaram muito a atenção – peças muito criativas e ainda sim comerciais – dignas de um graduado da prestigiada Bunka Fashion College. Instagram.

 

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