Verdade ou mentira? Reunimos 15 dicas urgentes para ninguém cair nas armadilhas das fake news!

Se tem uma nação que cai feito patinho nas fake news é o Brasil. E não só isso: somos um dos povos que mais se preocupa com a disseminação das notícias falsas. E não pense que você, esperto e cheio de referências, não pode pisar na armadilha – o Lado Negro da Força não cansa de inventar novas maneiras de enganar os Jedis em busca de confundir, difamar ou angariar votos, no caso desta específica época do ano. Matutamos aqui, como jornalistas, e demos uma geral na Internet (em sites confiáveis, claro) para selecionar dicas rápidas pra ninguém mais entrar pelo cano. Palhaçada, viu?

1. Quando receber uma notícia, entre não apenas na matéria, mas dê uma geral no site ou blog. Xeretando o conteúdo dá para perceber se o veículo reúne jornalistas conhecidos e fontes confiáveis. Ah, procure também pelo Expediente do veículo, onde estão os profissionais responsáveis.

2. Uma coisa precisa ficar clara: influencer não é necessariamente um jornalista, que estudou anos para criar notícias que, no princípio do jornalismo, mostram os dois lados de determinado assunto. Influencers podem ser bem frívolos e, portanto, colocar opiniões e copiar informações de outros influencers e de fake news. Assim: há influencers e blogueiros bons, mas há muitos que não merecem nos influenciar por nada neste mundo.

3. Se um determinado assunto lhe chamou atenção e não vem de um veículo confiável, dê um Google na notícia para ver se aparece em outros sites, jornais ou blogues.

4. Época de eleição? Ixi… Desconfie quando a notícia de política vem de sites partidários, porque eles tendem a distorcer trechos de informações para uso próprio. Vale lembrar que hoje em dia há sites até de igrejas evangélicas disseminando ideias e usando informações tiradas de certo contexto a seu favor. Radicalismos de todos os lados!

5. Hoje em dia tem muita radical pegando frase de alguém e soltando como bomba nas redes sociais. Às vezes a frase funciona de um jeito completamente oposto quando fora do contexto da entrevista. A ideia é: desconfie de tudo, seja sensato.

6. Notícia vem acompanhada de dados, números, citações, pesquisas etc. Já opinião, basta escrever um monte de coisa e pá: tic-tac, tic-tac.

7. Há muitos sites que ajudam você a descobrir se a notícia é falsa, como o E-Farsas. Mas há muito mais na internet. Google, ativar!

8. Não seja um propagador de fake news. Como? Não agindo na impulsividade. Conte até 10, dê uma busca e entenda melhor o assunto.

9. Uma coisa bem básica, mas que muita gente cai: meme não é notícia! Pelo amor de deus: qualquer um pode usar uma imagem, distorcer, aplicar um photoshop básico e mudar e criar uma versão monstruosa de um fato.

10. A desconfiança deve vir em dobro quando o tema é política porque os termos das leis são difíceis de entendimento e precisam de uma avaliação mais apurada. Outra coisa: leis precisam ser aprovadas, passam por vários processos, então é importante checar se a notícia já não está defasada.

11. Grupos de Whats Upp andam espalhando notícias que muitas vezes foram manipuladas. Cuidado e, cá entre nós, evite grupos desconhecidos.

12. Amigos jornalistas estão aí pra ajudar a gente nessas horas, Não tenha vergonha de perguntar. Se ele/ela for imparcial, perfeito!

13. Quando for dar opinião sobre determinado assunto, tente entendê-lo. Um exemplo clássico: a Lei Rouanet. É tanta besteira que andam dizendo por aí. Falar de um assunto nas redes sociais e não pesquisar antes pode te colocar como criador de notícias faltas, ou… “opiniões falsas”.

14. Todos sabemos que a mídia brasileira é partidária, então é tanta desconfiança que dá um nó na cabeça. O melhor é fuçar sites de todos os tipos, tanto de esquerda quando de direita. Quando ficamos focados em só um lado, a tendência é virarmos radicais.

15. Quando tiver dúvida sobre qual lado optar em determinado situação, procure saber a opinião das pessoas que você tem como referência master, como professores, artistas, jornalistas respeitados pela imparcialidade etc. No caso da política, está bem fácil colocar as personalidades na balança, não é mesmo?

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