Veganismo, crudivorismo e mais dicas de alimentação saudável com a modelo Poliana De Freitas

Poliana De Freitas começou a modelar em Piracicaba com 14 anos. “Quando fiz 18 anos passei o verão em Arraial D’Ajuda e Trancoso e modelei para amigos. Apos o verão maravilhoso fui morar em São Paulo, em março de 1995. Trabalhei na Einstein, na Oscar Freire, por 10 dias e depois a Lica Pessoti, gerente da Alice Capella na época, me chamou para trabalhar na loja da marca na Oscar Freire. Foi o local que Fernando Louza me apontou e tiramos algumas fotos com a produção da Alice e hair e make-up de Mauro Freire. Tudo ficou divino. E aí comecei a modelar em São Paulo e curtir a noite paulistana. Depois fui passar um tempo na Argentina e voltei para São Paulo novamente”, lembra ela, que parou de modelar aos 26 anos depois que abriu uma empresa de representação de lingerie brasileira na Inglaterra. “Organizava toda a produção de fotos e vendia para as lojas no Reino Unido, Pais de Gales e Irlanda”, continua.

Depois de voltar ao Brasil e ser mãe de duas crianças, que ocupou bem a sua vida, Poliana se mudou para a Suécia e há seis meses voltou a trabalhar na sua marca sustentável Poliana De Freitas e em seu website, que aposta em temas como moda, sustentabilidade, beleza e décor, sempre valorizando artistas e estilistas que apostam em um mundo mais sustentável. E é aí que entra a alimentação… Poliana sempre fui ligada no tema “e eu sabia que era importante o que colocava em meu corpo. Mesmo em minha família em Piracicaba não comíamos tanto bichos como as outras famílias a também não tínhamos tanto queijos, nem leite. Era bastante ‘comida do sol’ mesmo, como verduras da roça, frutas diretos do sítio e grãos. Quase nada de industrializados”, conta.

“Meu parceiro Mattias foi gerente em um restaurante vegano orgânico e começamos a nos aprofundar no assunto. Ficamos veganos, depois adeptos 60% ao crudivorismo (alimentos agrícolas e servidos crus). Depois veganos 100%, mas usávamos o fogo também. Quando o Aaron nasceu deu vontade de comer carne. Escutei minhas vontades e comia frango orgânico. Isto aconteceu também depois da Maitreya nascer e escutei meu corpo e comi. Mas não virou uma rotina, foi só escutar meu corpo pedindo algo. Logo mais acrescentamos queijo de Minas uma vez por semana. Aqui na Suécia tem bastante queijo, então estava comendo um pouco mais e deu várias vontades de comer carneiro e comi. Hoje minha alimentação está baseada em 95% ‘comida do sol’, comida da terra mesmo. Nada de industrializados. Glúten quase não como, queijo também. E tudo sem açúcar! As crianças não se alimentam de bichos ou derivados, usam mel às vezes mas como remédio. Tomamos vitaminas verdes e de frutas, salada de frutas, leites de amêndoas com muslei pela manhã. Uso kuzu e ume paste toda manhã seguido de miso. É fantástico para o sistema imunológico. Depois das 7 da noite não nos alimentamos. Raras as vezes que fazemos isso. As crias não comem depois da 7. Tomamos bastante água e chás.”

Poliana acredita que comer carne todos os dias é prejudicial ao corpo. “Também o negócio que pega, penso eu, é sobre a super produção de qualquer alimento. Acredito que temos que ver atrás de tudo, como é o produto que se come e qual o começo dele. Tipo a soja: quantas florestas são derrubadas para seu plantio? Eu não dou bicho para meus filhos, mas caso eles queiram experimentar, eu explico como acontece a origem. O Aaron experimentou alguns bichos mas não tem carne em sua alimentação. A Maitreya nunca comeu bicho. E eles nunca tomaram refrigerante.”

Dicas para mudar a alimentação? “Comece devagar, acrescentado outros alimentos. Acrescentar as verduras é um ótimo começo, seguido de frutas. Beber 2 a 3 litros de água para dar uma boa limpeza interna. Coma orgânico. Acredito nas raízes como mandioca, batata doce, mandioquinha, cenoura. E substitua o arroz branco pelo vermelho, integral, preto e longo. Cogumelos são ótimos e deliciosos”, explica.

E agora alguns livros para os leitores do site da Casa de Criadores? “Tem o Lugar de Médico é na Cozinha – Cura e Saúde pela Alimentação Viva’, de Alberto Gonzalez. O ‘Super Alimentos” de David Wolfe, o ‘The China Study: The Most Comprehensive Study of Nutrition Ever Conducted and the Startling Implications for Diet”, de Weight Loss, o ’12 Passos para o Crudivorismo – Saúde e Vitalidade Sem Alimentos Cozidos’, de Victoria Boutenko, e ainda ‘A Revolução do Suco Verde’, de Victoria Boutenko, e ‘Energia Vital – O Poder da Cura que Existe’, de Ann Wigmore.”

Valem algumas boas lembranças
“No Brasil o desfile que mais gostei de fazer foi o da Alice Capella. Amo as peças dela sempre, foi o que mais me marcou. A revista mais cool que gostei de fotografar foi a ‘OnSpeed’ por ser completamente alternativa. Em Londres o trabalho mais cool foi para a Gucci, sendo que fizeram uma holografia da minha pessoa. Bem high tech, so cool!”, termina. Obrigado pelas dicas, Poliana!

 

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