• Email
  • RSS
  • Twitter
  • Flickr
  • Facebook
  • Videolog
Postado em 10/12/2009 por Bia Pattoli

Novo Expressão de Moda

Novo Expressão de Moda
Durante a 26ª Casa de Criadores rolou pela primeira vez, o Ciclo de Palestras Lições da Casa. Foram três dias de debates e palestras, com profissionais de todos os “departamentos” da moda.  Nós fizemos a cobertura de algumas das palestras e, se você perdeu, dá para conferir aqui. Esta nova iniciativa da Casa de Criadores foi elaborada junto com Cacá e a Teca, do Novo Expressão de Moda. O núcleo das meninas tem como objetivo apresentar o lado artístico da moda. O Novo vem realizando eventos onde o expectador é convidado a admirar o vestuário diferentemente de uma apresentação na passarela. Para conhecer um pouco do Novo, e saber como foi realizada com a parceria da Casa, batemos um papo com a Cacá e a Teca, confira a seguir:
Casa: Contem um pouquinho sobre o Novo Expressão de Moda.
Novo: O principal conceito do projeto NOVO sugere apresentar o “objeto de moda” no contexto de uma galeria de arte. As obras expostas (peças de roupas, acessórios, fotografias, vídeos e ilustrações de moda) fazem parte de trabalhos realizados com uma finalidade não comercial. O NOVO acredita que assim, a verdade e pureza dos conceitos exibidos são uma forma de trabalhar a moda não só como produto, mas também como obra de arte.
Desta forma o evento incentiva e potencializa novos profissionais gerando visibilidade, oportunidades e contatos na área. Tudo de acordo com a habilidade de cada um, trazendo a tona o que se cria de novo.
O evento explora este conceito na própria cenografia, as obras expostas são reinterpretadas pela curadoria, criando uma releitura do “objeto de moda”. Com esta ação, é incentivada a reflexão sobre a moda contemporânea e principalmente sobre a relação moda/arte. Este projeto nasce da iniciativa de jovens criadores, que acreditam poder fazer parte da discussão e da renovação da identidade de moda do próprio país, sugerindo um formato que agrega valor às criações e abre espaço não só para novos talentos, mas também para outras formas de interpretação da moda.
Casa: Como surgiu a parceria com a Casa de Criadores?
Novo: A parceria surgiu depois que realizamos a primeira edição do NOVO, nela tivemos um circuito de palestras e debates muito legal, e com nomes de profissionais consagrados. O André se interessou pelo projeto e nos chamou para assinar a curadoria da primeira edição do “Lições da Casa”. Para nós foi muito interessante criar essa parceria, sempre acompanhamos a Casa, então foi um grande prazer.
Casa: Qual foi o critério para escolher as palestras e debates?
Novo: O perfil do NOVO é ir atrás dos assuntos polêmicos da moda. Através da nossa curadoria e proposta de temas, surge a oportunidade de debater questões que incentivam uma reflexão em relação à moda contemporânea e suas particularidades.  Como o circuito é destinado a estudantes de moda, criamos também a oportunidade de dar voz a eles, além de alimentar e aquecer a cultura de moda.
Casa: E o saldo final, o que vocês acharam da primeira edição do ciclo de palestras?
Novo: Achamos muito bom. Recebemos uma resposta muito positiva do público que participou, e principalmente dos profissionais convidados. Acreditamos que esse circuito de palestras em parceria com a Casa de Criadores foi uma bela iniciativa de questionamento do próprio sistema da moda.
Percebemos que os estudantes e futuros profissionais da área sentem uma forte necessidade em colher informação e participar de palestras e debates.  Esperamos criar muitos circuitos que possam “ajudar” as pessoas – que de alguma forma fazem parte do mercado da moda brasileira – a entendê-lo e questioná-lo sempre.

novoDurante a 26ª Casa de Criadores rolou pela primeira vez o ciclo de palestras Lições da Casa. Foram três dias de debates e palestras, com profissionais de todos os “departamentos” da moda.  Nós fizemos a cobertura de algumas das palestras e, se você perdeu, dá para conferir aqui. Esta nova iniciativa da Casa de Criadores foi elaborada junto com Cacá e a Teca, do Novo Expressão de Moda. O núcleo das meninas tem como objetivo apresentar o lado artístico da moda. O Novo vem realizando eventos onde o expectador é convidado a admirar o vestuário com um olhar diferente  do usado nas apresentações  de passarela. Para conhecer um pouco do Novo, e saber como foi realizada a parceria com a  Casa, batemos um papo com a Cacá e a Teca, confira a seguir:

Casa: Contem um pouquinho sobre o Novo Expressão de Moda.

Novo: O principal conceito do projeto NOVO sugere apresentar o “objeto de moda” no contexto de uma galeria de arte. As obras expostas (peças de roupas, acessórios, fotografias, vídeos e ilustrações de moda) fazem parte de trabalhos realizados com uma finalidade não comercial. O NOVO acredita que assim, a verdade e pureza dos conceitos exibidos são uma forma de trabalhar a moda não só como produto, mas também como obra de arte.

Desta forma o evento incentiva e potencializa novos profissionais gerando visibilidade, oportunidades e contatos na área. Tudo de acordo com a habilidade de cada um, trazendo a tona o que se cria de novo.
O evento explora este conceito na própria cenografia, as obras expostas são reinterpretadas pela curadoria, criando uma releitura do “objeto de moda”. Com esta ação, é incentivada a reflexão sobre a moda contemporânea e principalmente sobre a relação moda/arte. Este projeto nasce da iniciativa de jovens criadores, que acreditam poder fazer parte da discussão e da renovação da identidade de moda do próprio país, sugerindo um formato que agrega valor às criações e abre espaço não só para novos talentos, mas também para outras formas de interpretação da moda.

Casa: Como surgiu a parceria com a Casa de Criadores?

Novo: A parceria surgiu depois que realizamos a primeira edição do NOVO, nela tivemos um circuito de palestras e debates muito legal, e com nomes de profissionais consagrados. O André se interessou pelo projeto e nos chamou para assinar a curadoria da primeira edição do “Lições da Casa”. Para nós foi muito interessante criar essa parceria, sempre acompanhamos a Casa, então foi um grande prazer.

Casa: Qual foi o critério para escolher as palestras e debates?

Novo: O perfil do NOVO é ir atrás dos assuntos polêmicos da moda. Através da nossa curadoria e proposta de temas, surge a oportunidade de debater questões que incentivam uma reflexão em relação à moda contemporânea e suas particularidades.  Como o circuito é destinado a estudantes de moda, criamos também a oportunidade de dar voz a eles, além de alimentar e aquecer a cultura de moda.

Casa: E o saldo final, o que vocês acharam da primeira edição do ciclo de palestras?

Novo: Achamos muito bom. Recebemos uma resposta muito positiva do público que participou, e principalmente dos profissionais convidados. Acreditamos que esse circuito de palestras em parceria com a Casa de Criadores foi uma bela iniciativa de questionamento do próprio sistema da moda. Percebemos que os estudantes e futuros profissionais da área sentem uma forte necessidade em colher informação e participar de palestras e debates.  Esperamos criar muitos circuitos que possam “ajudar” as pessoas – que de alguma forma fazem parte do mercado da moda brasileira – a entendê-lo e questioná-lo sempre.

Para saber mais sobre o Novo Expressão de Moda acesse: novodonovo.wordpress.com


Postado em 27/11/2009 por Bia Pattoli

Debate: Do casebre ao casarão

Para fechar o último dia de palestras, uma conversa liderada por André Hidalgo, idealizador da Casa de Criadores, com Elisa Stecca, Isadora Krieger, Lorenzo Merlino e Jun Nakao. O objetivo era traçar o caminho percorrido, em 12 anos, pela Casa de Criadores. André começou o debate contando como o projeto começou. Há 12 anos um grupo de estilistas se reuniu, na loja da Elisa Stecca, e resolveu montar a Semana de Moda, que posteriormente teria seu nome alterado para Casa de Criadores. A ideia, apadrinhada por Paulo Borges, era ser uma semana de desfiles onde estilistas criadores, não necessariamente com cunho comercial, pudessem apresentar seus trabalhos. Ao longo do tempo, alguns nomes permaneceram outros migraram para eventos como o São Paulo Fashion Week e outros deixaram de existir. Mas o evento consolidou-se. Atualmente mantém uma relação estreita com parceiros, patrocinadores e principalmente com seus estilistas.

O grupo, em determinado momento do debate, concluiu que o grande diferencial da Casa é a pessoalidade que ele mantém com o visitante e com os envolvidos na produção. É um cenário de comprometimento e cooperação entre os participantes. Já sobre o papel do evento em divulgar as marcas, todos acreditam ser relativo. Ele traz benefícios para o estilista, mas não alavanca a carreira de alguém, se este não estiver trilhando um caminho coeso. Na comparação inevitável com o São Paulo Fashion Week é unanimidade que a Casa é um espaço para criadores, que não tem como maior preocupação a comercialização do seu produto. Já o SPFW, ao que se propõe, todos concordam, faz muito bem.

Foi discutido também sobre o formato do desfile hoje. Jun Nakao acredita que este deveria ser repensado, formatado para a atual necessidade. Os tempos mudaram e continuamos desfilando como nos anos 1940.  Porém a moda organizada no Brasil ainda é recente, aproximadamente 15 anos, e Lorenzo acredita que muita água ainda tem que rolar. Ainda temos que fundar um conselho de moda e temos que cavar apoios governamentais.

O debate voou, e deixou todos ansiosos para a próxima edição da Casa e do ciclo de palestras!

Obrigada a todos que foram, aos palestrantes, à Pinacoteca e ao pessoal da Novo; que organizou o ciclo em pareceria com a Casa.



Postado em 27/11/2009 por Bia Pattoli

Em cartaz: Comédia da Moda Privada”, por Kathia Castilho

No último dia do ciclo de palestras da Casa de Criadores, quem abriu a tarde foi Kathia Castilho que resolveu tocar num assunto tão pertinente, a relação do corpo com a moda.  A palestrante começou discorrendo sobre o papel do corpo na atual sociedade brasileira. A forma como cultuamos o corpo – principalmente no universo feminino – e como ele acaba servindo como espelho da nossa personalidade. Mais do que um cabide para a indumentária, usamos o corpo como meio de comunicação, para que os outros entendam a mensagem que queremos passar.

A percepção de imagem do corpo, que temos hoje, começou a tomar forma nos anos 1950, no pós-guerra. Com a aceleração no desenvolvimento tecnológico a produção em massa, de diversos setores, se estabeleceu. Foi nesse momento que as imagens de ideais de vida começaram a se pasteurizar. Todos começaram a ter desejos e ambições muito similares. Tanto que atualmente críticos históricos acreditam que nunca nos vestimos tão iguais em toda a História. Mas mesmo estando tão massificados nos percebemos singulares.

No Brasil, o culto ao corpo tomou proporções exacerbadas, quem mais sofre são as mulheres mais velhas – que sentem a obrigação de se manterem jovens. Não só fisicamente, mas mentalmente. Por isso a corrida contra o tempo acontece cada vez mais cedo e hoje é comum, adolescentes se submeterem à cirurgias plásticas.

Kathia ainda citou novas teorias sobre a forma como lidamos com o corpo e a necessidade de extensão dos nossos sentidos – como, por exemplo, a realidade virtual, que é uma extensão de nós mesmos, dos nossos corpos.

Para se aprofundar nesta discussão, Kathia indicou o livro “Corpo como Capital”, de Mirian Goldenberg.



Postado em 25/11/2009 por Bia Pattoli

Ciclo de Palestras: “Crítica por Crítica”

O time de críticos e jornalistas Lula Rodrigues, Maria Prata, Ricardo Oliveros, Carol Vasone, Alcino Leite e Lilian Pacce; reuniram-se na tarde de terça para um debate sobre a crítica de moda. Lilian Pacce ficou com o papel de mediadora e lançou algumas questões pertinentes na profissão do avaliador da moda. A primeira grande questão discutida foi a interferência da velocidade de informação na crítica de moda.  Lula cita a grandiosidade e importância do Twitter como ferramenta de comunicação, porém acredita que hoje as ferramentas de mídia social acabam servindo mais para reportar em tempo real do que criticar e analisar a moda. Este papel, de análise, ainda é muito bem ocupado por jornais e blogs específicos. Ricardo acredita que se a análise no blog for bem colocada, o blogueiro pode atingir credibilidade – como foi o caso da garota Tavi, de 13 anos, por trás do blog Style Rookie. A internet permite um trabalho mais livre, sem que o crítico fique preso aos anunciantes, como costuma acontecer em revistas de moda, cita Maria Prata.

O grupo contou das censuras que já sofreram, por parte de estilistas, ao fazerem críticas negativas. E Lilian alertaou: “Isso faz parte da profissão e sempre existirá, não é exclusividade do Brasil, acontece no mundo todo.”. Com isso em mente, Alcino acredita que está na hora do mercado como um todo amadurecer, e aprender a aceitar críticas negativas. Afinal críticos de artes não costumam ser barrados em museus ao fazer análises negativas. E todos acreditam que ao final das contas, a crítica negativa não afeta as vendas das marcas. Para Maria Prata, o que o crítico de moda analisa não é o que o comprador olha. O papel do crítico é avaliar o potencial criativo da marca, e não se o produto vai ou não vender.

Já sobre o que o mercado espera da nova geração de críticos, Ricardo acredita que saber sobre os bastidores (processos de modelagem, costura, etc) ajudam o crítico a entender o que ele está vendo. Já Alcino dá seu recado: “Sejam livres, ousados e bons no que fazem!”.



Postado em 25/11/2009 por Bia Pattoli

“Pesquisando o Futuro: novos laboratórios de tendências” por Sabina Deweik

Na tarde de terça, teve início o primeiro dia do ciclo de palestras da Casa de Criadores. A primeira palestra foi conduzida por Sabina Deweik, que trabalha no Future Concept Lab. O FCL é um instituto de pesquisa e análise de comportamento do consumidor que fica na Itália, mas possui colaboradores em diversas cidades do mundo.
Sabina contou um pouco sobre como é o trabalho de detectar tendências e quais as macro-tendências que imperam no mundo hoje. Ela explicou que tendências não necessariamente têm a ver só com moda, mas com tudo que nos rodeia. Vão desde novidades tecnológicas, até medidas governamentais. É o impacto desses fatos, nos consumidores, acabam gerando padrões de comportamento – e que podem vir a se tornar uma macro-tendência. A tendência se torna macro quando atinge as massas e diversos setores de consumo: do automobilístico à gastronomia. Para ilustrar a linha de pensamento, ela cita sobre o boom da ideia da sustentabilidade. O problema é que todos querem tirar uma lasquinha deste conceito, mas nem todas as empresas sabem adequar ele às identidades de suas marcas.
Sabina diz que atualmente vivemos um momento em que as pessoas querem estar em contato umas com as outras, e que isso impulsiona o consumo compartilhado. Para entender melhor o que é este tipo de consumo, ela cita os festivais de música como Skol Beats, Planeta Terra, etc. As empresas usam seu nome para vender não só um serviço, mas uma verdadeira experiência para seus consumidores. E um conceito importante é que hoje não se deve pensar tanto em marketing, mas sim em societing. Mais do que na marca, hoje o consumo gira em torno do consumidor – aonde vai, quem ele é, quais seus planos, e que tipos de projetos simpatiza. Os responsáveis por identificar estes consumidores e novos comportamentos são os Cool Hunters. Sabina descreveu um pouco sobre como é esta nova profissão: “Ao contrário do que muitos pensam, o Cool Hunter não é uma pessoa “cool”. Ele tem olhos para ver coisas que nós não percebemos, mas não é uma pessoa que anda na última moda.” O Cool Hunter é curioso, conhece muito bem onde vive, tem uma atitude aberta à novas experiências, é tolerante e tem amor por conhecimento. E ele tem que ter no olhar o discernimento de encontrar um contexto, nos sinais enviados pelos comportamentos das ruas.
Sobre o cenário brasileiro ela acredita que o país está em uma maré de sorte: “Temos tudo a favor: a maneira como lidamos com as relações humanas, a explosão de cores, o jeito leve de levar a vida; tudo isso está sendo procurado nos outros países e temos isso aqui, no nosso DNA.” Quando perguntada sobre como acha que o mercado de moda está respondendo às novas tendências mercadológicas, ela diz que nosso setor já percebeu a necessidade de mudança. Porém as marcas estão em um processo de encontrar sua identidade dentro do DNA do país. Das empresas que acredita que conseguiram estabelecer um produto com DNA brasileiro sem cair no clichê ela cita: Osklen, Havaianas, Irmãos Campana e até os grafiteiros Gêmeos.
Para saber mais sobre o Future Concept Lab e sobre a profissão de Cool Hunter, acesse: www.futureconceptlab.com