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Postado em 21/04/2011 por remix

Casa de Criadores por André Do Val


André do Val (de jaqueta azul) na plateia da Casa de Criadores

Em 2000, André do Val começou sua trajetória com moda, quando passou a integrar a recém criada área de fotografia do Chic. Depois de passagens por redações como a da House of Palomino e Vogue, André voltou para o Chic onde hoje ocupa o cargo de editor executivo. Ele conta para gente qual é a importância da Casa de Criadores na moda brasileira e os momentos do evento que ficaram marcados em sua memória.

Para André, a Casa é uma plataforma que consegue mostrar para o público especializado o que está sendo produzido de novo no Brasil. Para ele, esse papel ela sempre cumpriu bem. No evento, você sente uma espécie de agitação, quase própria de colégio. “Cada estilista traz sua turma, sua panela. Quando é alguém de uma faculdade, é visível que todas as amigas da turma estão lá. Quando é alguém da noite, você vê na plateia toda a turma da boate. São as coleções de quem acabou de começar e quer um patrocinio, até as mais comerciais”.


Que “panelas” ocuparão essas cadeiras?

Para o editor, o legal é essa mistura democrática. “Sempre tem uns perdidos, mas também gente legal. E isso é necessário, até pra renovar o repertório dos grandes. Nem sempre o estilista irá se tornar o próximo Herchcovitch, mas todo mundo do mercado está lá, até pra procurar gente qualificada pra trabalhar. Se a pessoa é boa em alguma área como alfaiataria, estampa, de repente ela é convidada para trabalhar em um projeto ou departamento de uma marca maior”.


Fachada da Pop Up Store da Casa de Criadores

Do Val sente falta no evento de um apoio mais comercial às marcas como o que foi feito com a loja Pop Up da Casa de Criadores em 2009. Mas entende que implementar uma loja não é tarefa fácil. Muitas vezes o estilista que leva a coleção para a passarela não tem material ou grade numérica para torná-la viável comercialmente. Para ele, a Casa poderia passar incentivar nos estilistas um “olhar de varejo”: dar consultoria para que cada coleção ofereça uma combinação peças que tenha a ver com a especialidade da marca, implementar um suporte comercial que treinasse vendedores para reconhecer o público que cada marca deseja atender e que seja capaz de explicar, por exemplo, coleções e materiais.


Icarius, estilista que desfilou na Casa de Criadores, em desfile da semana de moda de Paris

Dos momentos marcantes de Casa de Criadores, ele cita: O desfile em que Jum Nakao homenageou Ronaldo Fraga. O trabalho do estilista Icarius, que todo mundo esperava estourar no Brasil, mas que acabou indo realizar trabalhos no exterior e hoje integra a equipe da Diesel. O caminho percorrido por André Lima, desde sua saída da Cavalera até o amadurecimento de seu trabalho próprio. E, claro, Walério Araújo. Para André, não dá pra imaginar a Casa de Criadores sem o estilista. Tanto para passarela repleta de amigos, quanto na plateia sempre estrelada que transformam o próprio desfile quase em uma festa.


André Lima no desfile em sua homenagem nos 10 anos do evento


Walério Araújo e sua tradicional festa na passarela ao final do desfile



Postado em 19/04/2011 por remix

Casa de Criadores por Vitor Angelo


Vitor Angelo, editor de Famosos do Vírgula e responsável pelo Blogay da Folha de S. Paulo

Essa semana conversamos com o jornalista Vitor Angelo, que participou da seção GLS da revista da Folha, é editor de Famosos no Vírgula e também assina o blog da Folha.com, Blogay, no qual discorre sobre assuntos como noite, moda, arte, música e outros dos temas que circundam o universo gay. Vitor acompanha a Casa de Criadores desde suas primeiras edições e fala um pouco sobre a importância do evento no cenário da moda brasileira e alguns dos momentos que ficaram em sua memória nestas 28 edições do evento.


Fashion Mob de novembro de 2010, happening que é um braço da Casa de Criadores

Segundo o jornalista, maior contribuição do evento é poder mostrar para quem se interessa pelo assunto como funciona um evento de moda. Para assistir a um desfile da Casa de Criadores, você não precisa necessariamente ser um famoso, ter um amigo. É um acesso muito mais democrático, até mesmo pelos locais escolhidos para que os desfiles aconteçam. Outra característica que Vitor destaca é que a Casa reúne de maneira integrada, não apenas moda, mas também arte, exposições, música e a própria noite. É um espaço onde se pode acompanhar o surgimento de novos talentos e a evolução de alguns deles como Fábia Bercsek, João Pimenta e As Gêmeas, essa última que por outros motivos acabou fechando.


Pop Up Store da Casa de Criadores em 2009

A crítica de Vitor fica no número de estilistas que participam do evento – até para que o evento dure uma semana, mas que ele acredita ser muito grande. Na opinião dele, o evento deveria reunir poucos e bons. Outro ponto que ele destaca que talvez nem seja exatamente da responsabilidade do evento, é no apoio a estas marcas para torná-las comercialmente viáveis. E recorda a ideia da loja Pop Up da Casa de Criadores em 2009. Mas ele sente que mesmo a divulgação dos pontos de venda dos estilistas ainda está falha. Vitor cita o caso de Gustavo Silvestre, um estilista que apresentava coleções muito boas, mas simplesmente não se sabia onde adquirir as peças.


“Foi uma delícia acompanhar o amadurecimento de João Pimenta (foto) e As Gêmeas” conta Vítor

Vitor também destacou alguns dos momentos que aconteceram no evento e que ficaram impressos em sua memória: Uma das primeiras coleções de Fábia Bercsek (2000) na Casa de Criadores em que as modelos caiam uma a uma na passarela em alusão às Riot Girls. Os desfiles homenagem que Jum Nakao e Ronaldo Fraga prestaram um ao outro um exercício criativo de trocar de identidade e reler o trabalho do outro. E por fim, o primeiro desfile da V.ROM, que teve a trilha do DJ MauMau (1999), com um counter com números digitais, super eletrônico, moderno e atual em meados dos anos 90.


O primeiro desfile de Fábia Bercsek e a coleção “A Carta” de Ronaldo Fraga que homenageou Jum Nakao



Postado em 21/11/2009 por lalai

Ciclo de Palestras da 26ª Casa de Criadores “Lições da Casa”

A partir dessa edição, a Casa de Criadores terá uma série de workshops e debates durante a semana do evento. A inscrição é simples, basta enviar um email para licoes@casadecriadores.com.br com nome, telefone e a palestra e/ou debate em que deseja se inscrever.

O ciclo de palestras acontecerá na Pinacoteca do Estado, na Praça da Luz, 2 (fone: 3324-1000). Sugerimos que vá de metrô e desça na Estação da Luz, pois o local não tem estacionamento. A inscrição custa R$ 6 ou R$ 3, se for estudante. Confira a programação:

24 de novembro

14h30 – 15h30
Palestra “Pesquisando o Futuro: novos laboratórios de tendências”, por Sabina Deweik

Sabina representa no Brasil o Future Concept Lab, instituto de pesquisa de tendências de consumo e consultoria estratégica há 20 anos, com sede em Milão, Itália e Brasil. Nessa palestra, apresentará um painel relativo às macro tendências de consumo e seus desdobramentos no mercado da moda bem como o papel de cool-hunting na pesquisa de moda. Com isso, define tendências de consumo e suas aplicações nas áreas de marketing, comunicação e varejo, bem como analisa e explora suas declinações sob uma ótica sócio-cultural.

16h00 – 17h30
Debate “Crítica da Crítica”, por:
Alcino Leite Neto
Carolina Vasone
Lula Rodrigues
Maria Prata
Ricardo Oliveiros
Mediadora: Lilian Pacce

Questionando as funções e o poder da mídia, renomados profissionais da imprensa debatem o jornalismo e a própria crítica de moda do país. Levantam diversas questões: “Como a velocidade dos meios de comunicação e redes sociais interferem na própria informação?” “O que a crítica de moda representa hoje?“ “Como essa é interpretada pelos estilistas e seu público?” “Até que ponto o julgamento de um olhar pode ser determinante para o sucesso ou o fracasso de uma coleção?”

25 de novembro

14h30 – 15h30
Palestra “Crise: material reciclado?”, por Geni Ribeiro

“Eu sabia que teria que jogá-lo fora. Não hoje, não esta noite, mas em breve.” (Bob Dylan)

Uma análise e crítica sobre a moda em relação a crise mundial. Até que ponto o custo da busca por tendências internacionais é válida em nosso país? Os brasileiros, nos momentos de crise financeira, superam a própria criatividade para evoluir e sobreviver? Quando a moda não é “descartável”? Como se responsabilizar pelos próprios feitos?

16h00 – 17h30
Debate “Caos por m2”, por:
Rita Wainer
Thiago Ferraz
Ricardo dos Anjos
Cássia Ávila
Paulo Reis
Mediadora: Mercedes Tristão

Um debate sobre como o backstage ganha vida e faz a magia acontecer a qualquer custo. Como conquistar seu espaço e respeitar o do próximo em poucos metros quadrados e muitos nervos à flor da pele.

26 de novembro

14h30 – 15h30
Palestra “Em cartaz: Comédia da Moda Privada”, por Kathia Castilho

O corpo que veste a roupa como figurino se aproxima cada vez mais de um protótipo de imagem desejada. Os personagens da moda hoje no Brasil se tornam cada vez mais mitificados e imagéticos, tanto para si próprios quanto para seus fãs. Qual a intenção do artista ao entrar em cena? Até que ponto o glamour interfere na percepção e na realidade de uma pessoa?

16h00 – 17h30
Debate “Do Casebre ao Casarão”, por:
Elisa Stecca
Gêmeas
Jum Nakao
Lorenzo Merlino
Mediador: André Hidalgo

Do “carteiro ao email”, do “levantamento de paredes a tinta fresca”, como a Casa era vista a 25 edição atrás e hoje em dia? Quais dificuldade foram superadas, quais permanecem, quais vitórias facilitaram e quais dificultaram? Quais os frutos colhidos para um “filho” que resolve sair de Casa? Uma discussão em família de “crias independentes e recém-nascidas”!