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Postado em 29/11/2009 por Bia Pattoli

Gustavo Silvestre Lisboa Fecha a Casa

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

Foi Gustavo Silvestre quem fechou a semana Casa de Criadores. O estilista, assim como Phergom, buscou em Portugal sua inspiração. Porém, não se engane porque não houve repeteco: em nada se parecem as duas coleções. Mesmo por que Gustavo focou sua pesquisa na roupa de cama e mesa de Lisboa. Com isso em mente, o estilista trouxe à passarela muito chenille. Gustavo não se intimidou com o tecido singular e desenvolveu casacos, vestidos e blazers – que soaram como peças-chave de um guarda roupa de uma fashionista antenada. Mas para fazer um contraponto, investiu nos jeans, lavados de aspecto vintage. Os vestidos super curtos, vieram em silhuetas ajustadas e mais soltas. As calças por sua vez, traziam a – já clássica – modelagem boyfriend. As cores passearam entre os possíveis tons do índigo e o vibrante do vermelho e abóbora, do chenille. O cabelo solto e esvoaçante das modelos, em conjunto com os óculos escuro, reforçou a ideia de mulher de personalidade forte, que Gustavo quis passar. Uma coleção que encerrou a 26ª Casa de Criadores com chave de ouro.

gustavo

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite



Postado em 29/11/2009 por Bia Pattoli

Weider Silveiro Homenagem a Michael

Para seu inverno 2010, Weider buscou ideias na vida de Michael Jackson, antes mesmo da morte do mesmo – um dos assuntos mais pertinentes de 2009. O estilista afirmou que a intenção não era deixar a referência subliminar, e sim escancará-la.  Assim, os símbolos, silhuetas e cores mais utilizados na construção da persona Michael Jackson, estiveram presentes na passarela: as referências ao militarismo, o brilho, as modelagens ajustadas, o tapa sexo dourado e a “realeza” do rei do pop. Tudo ganhou uma releitura ora literal, ora estilizada. Os pingentes de tapeçaria, presentes de diversas maneiras, invadiram a passarela e roubaram a cena. O vestido estruturado em renda encheu os olhos da plateia. E o último look, com a alusão direta à Thriller, emocionou à todos. Uma belíssima homenagem ao astro.

weider

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite



Postado em 29/11/2009 por Bia Pattoli

Luisa Aguiar Prints I Like – Gótico e Art Noveau juntos na passarela

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

Luisa Aguiar deu um passo à frente para sua coleção de inverno 2010. Agora, a Prints I Like passa a se chamar Luisa Aguiar Prints I Like. E para celebrar essa nova fase, a estilista inspirou-se no universo gótico e soturno de filmes como “Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”, “Sweney Todd”, “Brumas de Avalon” e “Entrevista com o Vampiro”. E ainda aliou toques da Art Noveau, para dar uma quebrada na obscuridade dos filmes. Luisa demonstrou uma grande capacidade de estabelecer um fio condutor e desenvolveu uma coleção sem clichês. Os tecidos escolhidos (georgette de seda e seda estruturada) ajudaram na criação dos modelos, dando fluidez e nobreza aos vestidos curtos e longos. A silhueta feminina remetia aos vitrais, tão comuns na Art Noveau. Ainda com insinuações ao movimento artístico-decorativo, vieram as malhas em corrente, que deram um ar de contemporaneidade.O looks foram construídos em cima de uma palheta de cores ficou entre o cinza, preto, nuances de rosa, azul e roxo.

prints

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite



Postado em 28/11/2009 por Bia Pattoli

Diva – Divas de todas as épocas entram na Casa

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

Andréa Ribeiro, estilista da Diva, propôs o encontro de divas de diversas áreas e épocas em sua mais nova coleção. A criadora recolheu momentos glamurosos, de mulheres como Coco Chanel, Nina Simone, Liz Taylor e até Audrey Hepburn. E desenvolveu uma coleção estonteante, para divas contemporâneas que respiram luxo. Andréa trabalhou com vestidos longos e curtos, em silhuetas variadas. Todos os looks foram elaborados em cima de tecidos nobres como zibelina, tafetá, cetim, georgete de seda, renda e tule. E Andréa brincou com a modelagem: aplicou volumes e armações inusitadas. A cartela de cores teve como predominância o preto, porém o ouro amarelo, cinza, prata e branco figuraram na passarela. Para arrematar, claro que não poderiam faltar pérolas. Andréa desenvolveu faixas-cinto cravejadas de pérolas em diversos tamanhos, um deleite para os olhos. A estilista criou looks dignos de uma noite de Oscar, para divas famosas e anônimas que queiram brilhar em uma noite de gala. O ápice da apresentação foi o vestido em cetim de seda cor de ouro, na modelo negra o modelito ganhou vida.

diva

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite



Postado em 28/11/2009 por Bia Pattoli

Phergom – Portugal na passarela

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

André Phergom fez uma ode à Portugal na sua coleção de inverno 2010. Phergom buscou elementos do povo tradicional e fez uma releitura para sua moda masculina. São peças em denim e alfaiataria. Tais como macacões, bermudas, trenchs e blazers.  André ousou nos tecidos nobres, como o discreto e elegante adamascado. E também inovou na modelagem: cintura alta e drapeados – dificilmente usados no masculino. Os cardigans em lã leve deram um ar despojado e jovial. Os óculos em armação clássica com o cabelo milimetricamente penteado remetiam à dandis contemporâneos. Já os acessórios em couro, as gravatas, os broches e colares traziam a atmosfera Lusa. André trabalhou com uma cartela de cores que passeou entre o off White, cinzas, vermelho, bege, verde e vinho. O destaque ficou por conta do trench xadrez de cintura marcada – uma inovação no universo masculino.

phergom

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite



Postado em 28/11/2009 por Bia Pattoli

Geraldo Couto – De Olhos Bem Fechados

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

Geraldo buscou na última obra de Stanley Kubrick a inspiração para sua coleção de inverno 2010. O estilista idealizou uma mulher sensual e decidida, e para isso elaborou vestidos com tecidos e caimentos nobres. As maiores referências ao filme estrelado por Tom Cruise e Nicole Kidman, eram as capas e máscaras – sem contar a atmosfera sofisticada. Marina Dias abriu o desfile com um curto drapeado em lamé dourado. O preto e o dourado eram os fios condutores da coleção. O ouro veio em looks monocromáticos, que cresceram na passarela. Para enriquecer ainda mais, o estilista apostou em mix de apliques nos bordados. As botas eram thigh highs e vieram com sobreposição de renda. Aliás, a renda deu um ar romântico, quando utilizada como segunda pele nas mangas. As máscaras eram cravejadas de pedrarias, com apliques de guipires e plumas. Uma coleção rica para mulheres poderosas.

geraldo

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite



Postado em 27/11/2009 por Bia Pattoli

Tony Jr – Burlesco

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

No inverno de Tony Jr, o que não falta é sensualidade. O estilista buscou inspiração nas dançarinas burlescas e na estética dos anos 1940. Quem abriu o desfile foi a cantora Madame Mim, que trajava um look metade masculino e metade feminino – literalmente. As meninas entraram com cinturas marcadas, laços, cetins, drapeados, transparências e muita sensualidade, longe do clichê burlesco. Mas enquanto o feminino de Tony era carregado de alusões ao universo do cabaré, o masculino vinha com uma pegada de homem sedutor. Decotes, calças justas e a rosa na lapela indicavam um rapaz galanteador. Tony brincou com as modelagens, principalmente no masculino: bolsos inusitados, maxi capuzes, e blazers desconstruídos. A cartela de cores passeou entre o branco, preto, dourado, cinza, marrons e vermelho-sangue.  Destaque para a logomania que apareceu em etiquetas, bordados e apliques.

tony

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite



Postado em 27/11/2009 por Bia Pattoli

Marcelu Ferraz – O Nome da Rosa

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

Inspirado pelo filme O Nome da Rosa, Marcelu fez uma releitura dos trajes dos monges franciscanos e beneditinos, que figuram na película. Ícones religiosos não faltaram, amarras que remetem ao cilício, terços revisitados com grandes espinhos de rosas; e as típicas batas de monges. Porém, passando longe da mesmice, Marcelu conseguiu trazer esse tema ao seu universo casual. Com tricôs, confortáveis calças sarouel e golas aconchegantes. Todos criados em cima de tons terrosos, roxos, cinzas e alguns detalhes em amarelo. Sem contar que Marcelu utilizou técnicas de tingimento em alguns looks e também nos calçados. O índigo esteve presente, mas foi utilizado em casacos amplos, togas e maxi-pelerines. O tecido além de ter garantido caimento, nessas peças, deu o toque de modernidade. O mix de tecidos e brilhos deu aos modelos de Marcelu o ar de um monge contemporâneo, ligado às suas próprias crenças. Destaque para os acessórios resinados, os braceletes de espinhos que remetiam aos guerreiros medievais; e os óculos de lente redonda.

marcelu

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite