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Postado em 03/12/2009 por Bia Pattoli

Mycaela Gutierrez, o nome por trás da direção de desfiles da Casa

Você sabia que todos os desfiles precisam de um diretor? Sim, toda apresentação de moda precisa de uma pessoa para dirigir e orientar o que os modelos vão fazer na passarela. E nesta última edição da Casa de Criadores, a responsável por dirigir todos os desfiles foi Mycaela Gutierrez, da Lupa. Para entender um pouquinho mais sobre como é essa função, conversamos com ela. Confira a seguir nosso bate-papo:

Casa: Conte um pouco sobre como vc começou dirigindo desfiles.

Na época que trabalhei no MKT da Cavalera, uma das coisas que mais me empolgava eram os desfiles, principalmente os grandes, em locações externas, como Estádio do Pacaembú, Museu do Ipiranga, Parque da Luz, Autódromo de Interlagos… Eu produzi uns 10 desfiles por lá, entre V.ROM e Cavalera e peguei gosto pela coisa. Então, quando eu sai da empresa, resolvi ir trabalhar com o Zee Nunes (diretor que eu mais respeito e me inspiro), e passei uma coleção inteira acompanhando todos os desfiles que ele dirigia. De lá pra cá, os trabalhos de direção e produção de desfiles foram aparecendo naturalmente.
- Como é o trabalho de dirigir desfiles?
É bem gostoso! Existem tipos e tipos de clientes e desfiles. Tem os casos onde eu começo a trabalhar com o cliente bem antes do desfile, o que é o mais bacana. A gente senta junto, ele me mostra a coleção, conta a inpiração, e a partir daí a gente constroe tudo: cenário, trilha, casting e às vezes eu acabo indicando o restante da equipe também, como stylist e maquiador. Mas tem também os casos que meu trabalho acontece mais em cima da hora, e me resta fazer os ajustes finais e coordenar o dia, ou seja, fazer os ensaios com os modelos, afinar a luz da passarela, checar trilha, conferir cenário e soltar o desfile na hora.
- O que te inspira a montar a “coreografia” das modelos na passarela?
Vou contar a verdade… não sou muito fã de “coreografias”…. hahahhaha
O que acontece na Casa de Criadores é que são muitos desfiles, um seguido do outro, e para não cansar, a gente acaba mudando a forma como os modelos entram e saem da passarela.
- A coleção do estilista te ajuda nesse processo?
Sim. Tudo depende da quantidade de looks, volume das peças (pra ninguém se bater), tamanho dos saltos (ritmo do desfile), quantidade de trocas, etc.
- Existem tendências de desfile? Qual seria uma que está acontecendo agora?
Mais ou menos…  Na época que as clientes faziam seus pedidos de compra nos desfiles, eles eram mais longos, cheios de poses e paradas. O desfile hj não tem foco em venda direta. Ele é uma maneira de mostrar o conceito da coleção, o que muitas vezes resulta em peças completamente diferentes do que se vê nas araras das lojas. Sendo assim, por ser mais rápido e dinâmico, os desfiles tem cada vez menos paradas. Pode reparar!

Myca: Na época que trabalhei no marketing da Cavalera, uma das coisas que mais me empolgava era os desfiles. Principalmente os grandes, em locações externas como os do Estádio do Pacaembu, Museu do Ipiranga, Parque da Luz, Autódromo de Interlagos, entre outros.  Eu produzi uns dez desfiles por lá, entre V.ROM e Cavalera. Foi aí que peguei gosto pela coisa. Quando saí da empresa, fui trabalhar com o Zee Nunes (diretor que eu mais respeito e me inspiro) e passei uma temporada inteira acompanhando todos os desfiles que ele dirigia. De lá pra cá, os trabalhos de direção e produção de desfiles foram aparecendo naturalmente.

Casa: Como é dirigir desfiles?

Myca: É bem gostoso! Existem tipos e tipos de desfiles e clientes. Existem casos que eu começo a trabalhar com o cliente bem antes do desfile - o que é  mais bacana. Nós sentamos juntos, ele me mostra a coleção e conta a inpiração. A partir daí a nós construímos tudo: cenário, trilha, casting e às vezes eu acabo indicando o restante da equipe também; como stylist e maquiador. Mas tem outros  casos que meu trabalho acontece mais em cima da hora, aí eu só faço os ajustes finais e coordeno o dia. Ou seja, fazer os ensaios com os modelos, afinar a luz da passarela, checar trilha, conferir cenário e soltar o desfile na hora.

Casa: O que te inspira a montar a “coreografia” das modelos na passarela?

Myca: Vou contar a verdade… não sou muito fã de “coreografias”… ( risos). O que acontece na Casa de Criadores é que são vários desfiles, um seguido do outro.  E para não cansar, nós optamos por mudar a forma como os modelos entram e saem da passarela.

Casa: A coleção do estilista te ajuda nesse processo?

Myca: Sim. Tudo depende da quantidade de looks, volume das peças (para ninguém se bater), tamanho dos saltos ( que dita o ritmo do desfile), quantidade de trocas, etc.

Casa: Existem tendências de desfile? Qual seria uma que está acontecendo agora?

Myca: Mais ou menos…  Na época que as clientes faziam seus pedidos de compra nos desfiles, eles eram mais longos, cheios de poses e paradas. O desfile hj não tem foco em venda direta. Ele é uma maneira de mostrar o conceito da coleção, o que muitas vezes resulta em peças completamente diferentes do que se vê nas araras das lojas. Sendo assim, por ser mais rápido e dinâmico, os desfiles tem cada vez menos paradas. Pode reparar!

Essa imagem segundo a Mycaela, é a vista da técnica, de onde ela solto os desfiles. O espetáculo surge dali: som, luz, videos, modelos, entrada e saída de cenários.

tecnica